Discurso de Despedida de Tiririca, ABALA o BRASIL ;”DECEPCIONADO”!

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Em seu primeiro e último discurso na Câmara, o deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou nesta quarta-feira 6 sua despedida do Congresso. No plenário, o deputado chegou a anunciar o abandono da vida pública, indicando a renúncia, mas depois afirmou que cumprirá seu mandato até o fim e não vai se candidatar à reeleição. Alegando estar “com vergonha”, se disse decepcionado com os colegas e com a política brasileira e pediu que os outros parlamentares “olhem pelo País”.

Tiririca estava em seu segundo mandato. Em 2010, foi o mais votado em São Paulo, com 1,35 milhão de votos. Em 2014, teve 1,01 milhão de votos e ficou em segundo lugar, atrás de Celso Russomanno (PRB-SP).

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ONU abre inscrição para Programa de Jovens Profissionais 2017 – O exame deste ano será realizado em dezembr o de 2017 para três áreas de conhecimento – Gestão e Administração; Política, Paz e Assunto s Humanitários; e Informação Pública e Gestão de Conferência. Os candidatos devem ter até 32 anos até o final de 2017. Prazo é dia 22 de agosto.

Foto: ONU

Foto: ONU

Todos os anos, as Nações Unidas procuram jovens altamente qualificados que queiram começar a se dedicar a uma carreira internacional na Organização. Por meio de seu concurso anual, o Programa Jovens Profissionais (YPP, na sigla em inglês) busca novos talentos para incorporar-se à ONU.

O exame será em dezembro de 2017 em três áreas – Gestão e Administração; Política, Paz e Assuntos Humanitários; e Informação Pública e Gestão de Conferência. Os candidatos devem ter até 32 anos até o final de 2017.

Se você é graduado no ensino superior, fala inglês ou francês fluentemente, é cidadão de um dos países participantes do programa (acesse aqui a lista), saiba abaixo como participar. Entre os países incluídos estão seis lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O período para se candidatar ao exame segue aberto até 22 de agosto de 2017, por meio do portal de Carreiras da ONU.

Candidaturas

É importante observar que candidaturas incompletas e/ou atrasadas não serão consideradas. Portanto, é preciso preencher e enviar o seu pedido antes do prazo final.

É importante completar e atualizar todas as informações com precisão, pois estes dados servirão como uma base para avaliar a sua elegibilidade e adequação ao exame. Você receberá, por e-mail, um número de candidatura.

Orientações adicionais sobre a elaboração de candidaturas estão disponíveis por meio de um manual (clique aqui) e nas perguntas frequentes sobre o YPP (clique aqui).

Dúvidas e outras vagas na ONU

Toda e qualquer dúvida adicional deve ser enviada diretamente para o contato disponível na página do programa, clique aqui.

Além do YPP, pessoas em qualquer faixa etária podem buscar vagas na ONU a qualquer tempo, sendo que as vagas sem critérios de faixa etária representam a vasta maioria das oportunidades disponíveis na ONU. Saiba mais sobre estas vagas em nacoesunidas.org/vagas.

Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio website: unic.brazil
tel.: +55(21) 2253-2211 | fax: +55(21) 2233-5753

Objetivos Globais da ONU

Rede UniCEU abre Inscrições para cursos de graduação gratuitos.

São 6.600 vagas disponíveis para Pedagogia, Engenharia de Produção, Engenharia de Computação e Licenciatura em Matemática em 33 polos

De Secretaria Especial de Comunicação

Estão abertas as inscrições para o vestibular dos cursos superiores gratuitos semipresenciais oferecidos pela UNIVESP – Universidade Virtual do Estado de São Paulo por meio da Rede UniCEU/UAB. A iniciativa é da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Secretaria Municipal de Educação (SME).

Serão oferecidas 6.600 vagas, sendo 200 em cada um dos 33 Centros Educacionais Unificados (CEUs) participantes, nos seguintes cursos: Pedagogia, Engenharia de Produção, Engenharia de Computação e Licenciatura em Matemática.

As inscrições podem ser feitas até 10 de julho pelo site www.vestibularunivesp.com.br. O vestibular será realizado no dia 23 de julho, das 13h às 18h, constituído por prova com 60 questões objetivas de Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências Naturais, além da Redação. A divulgação do resultado ocorrerá em 8 de agosto. Mais informações podem ser obtidas no mesmo endereço da inscrição.

Confira a relação dos polos participantes da UniCEU:

Polo Cursos Superiores em:
UniCEU Água Azul Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Alvarenga Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Aricanduva Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Azul da Cor do Mar Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Butantã Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Campo Limpo Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Capão Redondo Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Casa Blanca Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Cidade Dutra Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Formosa Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU EMEF Gilberto Dupas Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Heliópolis Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Jaçanã Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Jambeiro Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Jardim Paulistano Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Meninos Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Navegantes Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Paraisópolis Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Parelheiros Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Parque Bristol Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Parque São Carlos Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Parque Veredas Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Pêra Marmelo Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Perus Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Quinta do Sol Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Rosa da China Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU São Mateus Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU São Rafael Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Tiquatira Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Três Lagos Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Vila Atlântica Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Vila Curuçá Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.
UniCEU Vila do Sol Pedagogia; Matemática; Engenharia de Produção; Engenharia da Computação.

Acesse o cartaz de divulgação, que contém endereços e polos e cursos oferecidos, clicando aqui.

http://www.capital.sp.gov.br/noticia/rede-uniceu-abre-inscricoes-para-cursos-de-graduacao-gratuitos

Mudanças trazidas pela Lei 13.257/2016, onde se trata da polêmica questão da Licença-paternidade.

Ainda no governo de Dilma Rousseff foi sancionada a Lei nº 13.257/2016, que foi conhecida como a Lei que estabelece um Marco Legal para a Primeira Infância, período este que compreende os 06 (seis) primeiros anos completos da criança.

A referida Lei trouxe inúmeras alterações, especialmente no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Código de Processo Penal e na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), na qual abordaremos adiante em tópicos próprios.

Leia mais…


Em São Paulo, 97,8% dos idosos não conseguem atravessar a rua no tempo dos semáforos

Poucos metros separam uma calçada da outra. Mas, quando o sinal verde autoriza a travessia de pedestres, cruzar a rua pode se tornar uma façanha, principalmente para as pessoas com mais de 60 anos: o luminoso com o bonequinho vermelho começa a piscar antes que eles cheguem com segurança ao outro lado da calçada.

Um estudo feito na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) constatou que 97,8% dos idosos da cidade de São Paulo não conseguem caminhar a 4,3 km/h, velocidade exigida pelo padrão apresentado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP) para os semáforos da cidade. Na média, a velocidade alcançada pelos voluntários com mais de 60 anos que participaram do estudo foi bem menor que o exigido: apenas 2,7 km/h.

Para medir a velocidade da marcha dos 1.191 idosos que participaram do estudo foi necessária a infraestrutura do Estudo SABE – Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, pesquisa longitudinal de múltiplas coortes sobre as condições de vida e saúde dos idosos do município de São Paulo.

Esse estudo multicêntrico teve início em 2000, quando, por iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram pesquisadas pessoas de 60 anos ou mais de sete grandes cidades da América Latina e do Caribe, entre elas São Paulo. Com apoio da FAPESP, o estudo foi reeditado em São Paulo em 2006 e 2010 e em 2016 teve sua quarta edição.

“A velocidade de marcha exigida para atravessar as ruas da cidade não condiz com a população idosa e não podemos desconsiderar o aumento da população idosa no município de São Paulo e no Brasil inteiro”, disse Etienne Duim, autora de artigo com resultados do estudo publicado no Journal of Transport & Health – os outros autores são José Leopoldo Ferreira Antunes e Maria Lucia Lebrão (falecida em julho de 2016).

De acordo com dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em 2016, o percentual de idosos na cidade de São Paulo era de 12,74%.

“O que constatamos com o estudo é que a cidade não é regulada para o idoso, mas para um indivíduo adulto que, na maioria dos casos, anda entre 4 e 6 km/h sem maiores problemas. Isso tem o efeito de fazer com que o idoso fique cada vez mais confinado em casa”, disse Antunes, professor titular da FSP e orientador do estudo.

A pesquisa tomou como base dados da CET-SP (de agosto de 2016) que regula o tempo dos semáforos a partir de um cálculo que considera a velocidade média para o pedestre como 4,3 km/h. O cálculo é feito para a travessia enquanto o sinal de pedestre está verde. O estudo não considerou o tempo do sinal vermelho piscante. Segundo a CET, não houve alteração no tempo dos semáforos após o período de realização da pesquisa. A análise bibliográfica sobre o tema, feita pelos pesquisadores, apontou que cidades têm reduzido a velocidade média de percurso para pedestres, como Valência e Barcelona, na Espanha, com os seus atuais 3,2 km/h.

Segundo Duim, um estudo realizado na Inglaterra teve resultados muito parecidos com os de São Paulo. “O estudo inglês inclusive teve peso na regulamentação do país, que aumentou o tempo dos semáforos”, disse.

Os dois estudos concluem que, para a população idosa, a caminhada tem importante relação com a saúde e com a interação social e que fatores que atrapalhem a movimentação desse público – como a dificuldade de atravessar ruas – podem indicar perda de autonomia e até mesmo de qualidade de vida do idoso.

Sem pressa

Duim sugere para a capital paulista mudanças parecidas com as adotadas na Inglaterra e na Espanha. Isso garantiria a autonomia e mobilidade da população idosa e, principalmente, a redução de riscos de atropelamentos.

“Aumentar 5 segundos o tempo para cada semáforo pode trazer um impacto no trânsito? Pode. Mas, pelo que vimos nos estudos realizados em outros países, essa mudança é diluída também com a adoção de outras medidas, como alteração de velocidade do trânsito e incentivo ao uso de transporte público, por exemplo”, disse.

Duim indica como alternativa interessante para São Paulo a proposta adotada em Curitiba, onde foram implantados alguns semáforos inteligentes: o idoso insere um cartão num dispositivo eletrônico para determinar que precisará de mais tempo para atravessar a rua.

“O mesmo também vale para outras pessoas com dificuldade de locomoção, como cadeirantes, grávidas e pessoas com crianças pequenas, por exemplo. É uma solução que não impacta tanto o trânsito e cria um processo interessante de inclusão social”, disse.

O artigo Walking speed of older people and pedestrian crossing time (doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.jth.2017.02.001), de Etienne Duim, Maria Lucia Lebrão e José Leopoldo Ferreira Antunes, está publicado em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2214140516302250.

Por: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP

ENTREVISTA: Com trinta e quatro obras publicadas o autor Fernando Cardoso se torna referência Internacional para adul tos e crianças

Escritor e pedagogo, Fernando Cardoso nasceu no norte de Portugal, mais concretamente na cidade do Porto, mas aos quatro anos de idade foi viver para Lisboa, onde começou a trabalhar aos doze anos. Atualmente é professor universitário de Direito e de Literatura Infantil e Juvenil.
É autor de trinta e quatro obras e um dos melhores escritores para crianças e jovens, tendo alguns dos seus livros atingido o maior número de edições em Portugal, como “Flores para Crianças” na 34ª edição. É, ainda, autor de livros de Poesia, Teatro e de Direito. Cardoso procedeu à única recolha, em nível nacional, da poesia popular (Coletânea de Poetas Populares, em quatro volumes). Atendendo ao conjunto da sua obra, foi distinguido com a “Palma de Ouro” pela Accademia Internazionale di Pontzen.

“Desses professores, constantemente recebo, inclusive por meio do Facebook, palavras elogiosas e testemunhos de utilizarem, com êxito, nas sua aulas, as minhas obras, o que, naturalmente, muito me sensibiliza.”

Boa Leitura!

Escritor Fernando Cardoso, muito nos honra com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a ter gosto pela escrita literária?
Fernando Cardoso – Desde muito cedo, senti um enorme fascínio pelo livro, compreendi que, por meio de um livro se obtêm respostas a muitas interrogações que pairam no espírito de qualquer criança; que o livro se revela uma excelente companhia e que, inclusive, nos permite viajar, conhecer o mundo. E sempre que os meus pais não podiam comprar-me livros, eu próprio construía histórias com que me deleitava e, assim, descobri que tinha fértil imaginação e que dentro de mim coexistia um ávido leitor e um pequeno autor. O passo seguinte foi fácil: procurar transmitir aos jovens e, sobremaneira, às crianças o prazer da leitura que sempre experimentei.

Desde o início o gosto pela escrita era diversificado? Como surgiram o gosto e a inspiração para a escrita em diferentes segmentos e estilos literários?
Fernando Cardoso – A escrita para crianças surgiu, fruto daquele enorme desejo de transmitir aos homens-do-amanhã o enorme prazer que os livros sempre me proporcionaram; a poesia surgiu do desejo de transmitir aos outros homens (não aos botões do poeta, como alertava o grande vate português Sebastião da Gama) o que flui dos diferentes estados de alma, o teatro por contribuir para a formação da personalidade, para o conhecimento apurado da linguagem e para a educação estética da criança, os livros de Direito têm que ver com a minha formação jurídica.

Escritor Fernando Cardoso, você hoje tem vários livros publicados. Conte-nos qual o livro que obteve mais sucesso?
Fernando Cardoso -Dos trinta e quatro livros publicados, Flores para Crianças foi, sem dúvida, o que alcançou maior sucesso. Atingiu trinta e quatro edições, o que, em Portugal, é inédito. E neste momento encontra-se traduzido em inglês, Flowers for Children; em francês; Fleurs pour Enfants;e em espanhol, Flores para Niños.

Como se explica que o livro “Flores para Crianças” tenha alcançado tantas edições e cativado várias gerações?
Fernando Cardoso -As crianças e os jovens, por mais que se afirme o contrário, não são, no que concerne aos livros, muito diferentes das crianças e jovens das gerações anteriores. Também gostam de adivinhas, curiosidades, anedotas, enigmas, jogos, contos, magia, fábulas, lendas, provérbios, poesia e teatro, ou seja, do conteúdo do livro em apreço.
Sucede é que dispõem de muitos outros atrativos desde o Game Boy, Playstation, jogos de computador, televisão e internet. Mas a generalidade das crianças e jovens de hoje, apesar destes fortes “concorrentes” dos livros, não os dispensam. E aqui é que reside o atual mérito, porque são muitos e diferenciados os “amores”… Qual é a criança que não gosta de escutar a educadora de infância a ler um conto ou, ao deitar, ouvir a voz de um dos progenitores ou de um dos avós a ler-lhe uma história, outra e outra até adormecer?!… Ainda antes da escola, cabe à família a responsabilidade de contribuir para criar apetência ao livro e o gosto pela leitura. Porém, há pais que, em vésperas de Natal ou de aniversário, chegam a equacionar esta pergunta: “Queres um livro ou um brinquedo?” E tal sucede, porque eles próprios ignoram a substancial diferença. São os mesmos pais que não oferecem livros aos filhos a pretexto de serem muito caros, porém disponibilizam-se a comprar-lhes toda a gama de aparelhos e jogos electrônicos que permitiria adquirir-lhes uma pequena biblioteca… Quanto ao “Flores para Crianças”, sucede algo diferente: são os próprios pais que o compram para oferecer aos filhos, porque este livro preencheu uma parte significativa das suas vidas.

Seu último livro publicado foi “O Tesouro da Infância”. Como surgiu inspiração para a escrita desta obra?
Fernando Cardoso -A inspiração é algo que, até agora, nunca me faltou; a única coisa que rareia é o tempo. Curiosamente, dentro de mim, sempre coabitam várias “histórias” a fermentar e ansiosas para saltarem para o suporte de papel e, assim, ganharem vida exterior. E se entre essas “histórias” a fermentar, optei pelo “O Tesouro da Infância”, foi mais a pensar no êxito alcançado pelo “Flores para Crianças”, dado que o mais recente livro se integra na mesma linha.

Como foi a escolha do título?
Fernando Cardoso -Como explicito no próprio prefácio: “Num tempo em que o TER (o ‘deus dinheiro’ na curiosa expressão do papa Francisco) parece alcançar maior importância do que o SER, resolvi escolher o título O Tesouro da Infância para transmitir, sublinhando-o com recurso à imagem, que o verdadeiro tesouro para as crianças não são as ‘barras de ouro’, mas os livros, porque, por meio deles adquirem, de forma lúdica, o hábito de leitura, aprendem a redigir, a interpretar o que leem e enriquecem-se de vocabulário e de inúmeros e distintos conhecimentos.”

Trata-se, portanto, de mais um livro que destinou às crianças?
Fernando Cardoso -Já destinei vinte livros às crianças, e quando iniciei a feitura de “O Tesouro da Infância”, tinha em mente que as crianças iriam ser os únicos destinatários. Porém, acabei por decidir dedicá-lo também aos pais, educadores de infância e aos professores dos 1º e 2º ciclos de ensino básico, a quem presto a minha gratidão por serem os verdadeiros divulgadores da minha obra, muito especialmente do livro “Flores para Crianças”.
Desses professores, constantemente recebo, inclusive por meio do Facebook, palavras elogiosas e testemunhos de utilizarem, com êxito, nas sua aulas, as minhas obras, o que, naturalmente, muito me sensibiliza.

Como consegue gerir o tempo que dedica ao Direito, como advogado e professor, à Literatura, à escrita e ao Elos Clube de Lisboa, de que é Presidente?
Fernando Cardoso -Na realidade, não é uma gestão fácil: o Direito, porque quase todos os dias entram em vigor novos diplomas legais que urge interpretar e interiorizar; a Literatura, porque exige inúmeras e ponderadas leituras e uma consentânea e criteriosa seleção. E o Elos Clube de Lisboa (que pertence ao Elos Internacional e à Comunidade Lusíada que nasceu precisamente no Brasil) também me absorve muito tempo. Por tudo isto, a escrita está a ser prejudicada. E porque a gestão do tempo é difícil, chego a lamentar que tenhamos de consumir uma terça parte das nossas vidas de olhos fechados…

Onde podemos comprar os seus livros?
Fernando Cardoso -Os livros de minha autoria podem ser adquiridos:
na Editora Portugalmundo www.editoraportugalmundo.com
na Porto Editora WOOK: https://www.wook.pt/autor/fernando-cardoso/15528
ou no sítio do livro: http://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/fernando-cardoso/27890/

Quais os seus principais objetivos como escritor?
Fernando Cardoso -Precisamente porque gostava que as crianças encarassem os livros, como eu encarei quando criança: com enorme fascínio. E, sobremaneira, porque é por meio dos livros (não do Game Boy e ou do Playstation) que adquirem o hábito de leitura, aprendem a redigir e a interpretar o que leem e se enriquecem de léxico, competências estas de inquestionável importância para toda a vida: escolar, acadêmica e profissional. No que concerne às obras para adultos, reconheço que os objetivos são menos ambiciosos. Ressalvo os livros de Direito e a Coletânea de Poetas Populares em que tive ensejo de dar a conhecer poetas simples, alguns até analfabetos, mas que nos dão um testemunho verdadeiro com a sua própria filosofia da vida, poetas que versejam com o coração e sentimentos e que, sendo do povo, vão ao encontro da alma do povo.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Fernando Cardoso. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Fernando Cardoso -Eu é que agradeço a oportunidade de dar a conhecer, no país irmão, um pouco de mim e da escrita que, com muito amor, destinei, sobretudo aos pequenos leitores. A mensagem que ouso transmitir aos prezados leitores consiste num verdadeiro apelo: que considerem o LIVRO para uma criança uma oferta de eleição.

Fernando Cardoso

por Shirley M. Cavalcante (SMC)

O que está acontecendo na Câmara dos Deputados em Brasília.

Por: Digitalradiotv

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são tema de exposição fotográfica da UGT para o Dia do T rabalho

Com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a exposição fotográfica “UGT 10 anos: 17 Objetivos para Transformar o Mundo” será lançada no domingo (23) na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

Em antecipação ao Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) lançará em São Paulo a exposição fotográfica “UGT 10 anos: 17 Objetivos para Transformar o Mundo”, que conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A inauguração da exposição acontecerá neste domingo, 23 de abril, às 14h, na Avenida Paulista, em frente ao Conjunto Nacional, com a presença do ministro da Cultura, Roberto Freire, do secretário de Estado da Cultura de São Paulo, José Luiz Penna, e do vice-prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas.

O tema da exposição são os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. No total, 34 fotografias ficarão expostas em painéis ao longo da Avenida Paulista até 30 de maio. Cada ODS será ilustrado por duas imagens, retratando a realidade brasileira atual e uma perspectiva de futuro para o alcance da Agenda 2030.

Todos os anos, a UGT realiza exposições fotográficas temáticas na Paulista, um dos principais cartões postais de São Paulo, por onde circulam diariamente cerca de 1,5 milhão de pessoas. Desta vez, os ODS foram escolhidos para celebrar o aniversário de dez anos da instituição para retratar a importância da adoção da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

“Como a exposição que realizamos na Avenida Paulista, considerada uma das maiores do mundo, é vista por milhões de pessoas diariamente, pensamos em algo que despertasse para um mundo melhor, que chamasse a atenção para problemas que fazem parte do nosso dia a dia e para os quais, muitas vezes, fechamos os olhos sem nem perceber. Com a mostra queremos que as pessoas reflitam, despertem para os problemas e transformem o planeta em um lugar melhor. Essa parceria com a ONU renderá bons frutos”, afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da UGT, Ricardo Patah.

Para o diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, “a exposição representa um reforço indispensável e demonstra o forte engajamento do movimento sindical brasileiro na luta pela conquista dos ODS, e especialmente do ODS 8, que propõe a garantia de um trabalho decente para todos os trabalhadores e trabalhadoras”.
Serviço:

Exposição UGT 10 anos: 17 Objetivos para Transformar o Mundo
Data: de 23 de abril a 30 de maio.
Local: Avenida Paulista — São Paulo (SP).
Contato para imprensa:

Antonio Junior

De olho na telona: cinema se populariza na Cidade Tiradentes

É domingo, 18h30 na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. A avenida estava praticamente deserta, já que não passava nenhum pedestre. De repente chegam três crianças até a sala de espera da Spcine, localizada dentro do centro cultural do bairro José Aroldo Filho. Júnior, 14, Agatha de Souza, 10, e Gabrielle Santos, 12, foram assistir ao filme “Minha Mãe é uma Peça 2”.

“Eu tava aqui na biblioteca e o pessoal comentou que o cinema estava aberto. Aí eu vim aqui ver, peguei o ingresso e assisti Moana”. Foi assim que Júnior entrou pela primeira vez ali, a sala de exibição mais próxima de onde mora.

Desde março de 2016, mais de 380 mil pessoas estiveram presentes nas sessões do Circuito Spcine, segundo levantamento da própria empresa. A sala da Cidade Tiradentes, pensada para aproximar as pessoas mais pobres do cinema, foi a 20ª a ser inaugurada, o que ocorreu em dezembro do ano passado.

De acordo com dados do Observatório Cidadão, o distrito de Cidade Tiradentes está zerado em número de cinemas desde 2013. Outro estudo realizado em 2016 pela consultoria JLeiva apontou que, em média, 10% dos paulistanos nunca haviam ido a uma sala de cinema, sendo que o percentual aumentava para 30% nas classes D e E.

JÚNIOR, AGATHA DE SOUZA, E GABRIELLE SANTOS / CRÉDITO: LUCAS VELOSO

“A vida é difícil, pois lá não tem água, nem luz e nem asfalto. Não sobe perua quando está chovendo, a gente ‘mela’ o pé todo e tem que limpar ”. É assim que o menino, estudante do nono ano do Ensino Fundamental, define o lugar onde mora. Ele e as duas meninas que o acompanhavam residem perto do centro cultural, na ocupação Esperança Vermelha, onde vivem outras 3.500 famílias.

Conforme o horário da sessão se aproximava, a pequena sala de recepção e entrega de ingressos foi enchendo. O público era variado. Havia desde crianças sozinhas, até famílias inteiras, ansiosas pelo filme que atraiu grande público nas salas em que ficou em cartaz por toda a cidade.

O trio começou a mexer na mochila que trouxeram para verificar o que eles ainda tinham pra comer. Agatha, que estava ali pela segunda vez, era uma das mais preocupadas com a comida. “Ontem, a mulher do meu lado tava com um saco de pipoca. Aí hoje a gente também trouxe”, comentou. “Eu pedi dinheiro pra minha mãe. A gente fez pipoca, compramos o refri e trouxemos pra cá”, completou Gabrielle.

“Se você vai num shopping, o ingresso é caríssimo, mas aqui é de graça e ainda passam lançamentos. É tudo o que ela gosta”, disparou Ana Helena, 67, a avô que chegou com a neta de 6 anos para retirar os ingressos alguns minutos antes da sessão começar.

Às 19h30 um funcionário abre a porta e recolhe as entradas. Eufóricas, as crianças vão atrás do melhor lugar dentre os 130 disponíveis. O barulho e a euforia só diminuem quando as luzes se apagam e surgem na telona os vídeos institucionais. O filme começa e outro barulho vindo da plateia se inicia. Mas, dessa vez são das sacolas de lanche que as crianças levaram para a sessão.

Após 1h30, todos se levantam e as luzes se acendem devagar. “Que legal. Tomara que minha mãe deixe eu voltar aqui amanhã”, diz uma das crianças ao amigo sentado ao lado.

Foto principal: Heloísa Ballarini/ Secom

Por: 32xsp

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